Complexo de 2.600 anos em Buto é mapeado por satélite e varreduras no solo

Radares do Sentinel‑1 e tomografia de resistividade elétrica identificaram paredes de tijolos de barro sobre uma fundação de areia; novas pesquisas não invasivas vão sondar camadas mais profundas para entender função do sítio.

Hoje, 15:20

Cientistas usaram imagens de radar do satélite Sentinel‑1 para detectar uma grande anomalia oval sob Kom C, em Buto, no Delta do Nilo, e depois aplicaram tomografia de resistividade elétrica no solo para mapear a arquitetura enterrada.

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A feição mapeada tem cerca de 128 por 62 metros e está posicionada aproximadamente entre 3 e 6 metros abaixo da superfície, em depósitos argilosos encharcados típicos do Delta do Nilo.

Abaixo das paredes de tijolos de barro (mudbrick), a equipe detectou uma camada de areia surpreendentemente espessa e limpa, que interpretam como uma fundação intencional — feita para estabilizar estruturas pesadas sobre os argilos instáveis do delta.

Uma trincheira pequena e direcionada, aberta até a camada de areia, confirmou a presença das paredes de tijolos e trouxe achados de caráter ritual e funerário: figurinas ushabti, um altar de calcário com resíduos secos e um babuíno de faiança.

Os autores publicaram os resultados e planejam trabalhos de seguimento com perfis de ERT mais amplos e profundos, equipamentos maiores e especialistas para sondar camadas mais antigas e determinar se o complexo era um túmulo, um santuário ou uma casa de sacerdotes.

Resumo produzido a partir de 5 fontes em 4 veículos · Powered by Anchooor
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