Telescópio Swift, da NASA, deve reentrar sem controle na quarta‑feira
Falha de uma tentativa privada de resgate encerra última opção; agência busca soluções comerciais para telescópios antigos
A Força Espacial dos EUA e a NASA estimam que a reentrada do observatório Neil Gehrels Swift ocorrerá por volta das 3h30 (ET) de quarta‑feira, 4 de novembro, com uma margem de erro de aproximadamente mais ou menos 11 horas. Os rastreadores continuam atualizando a trajetória.
Uma nave privada de resgate chamada LINK, construída e lançada pela empresa Katalyst com um contrato rápido de cerca de US$30 milhões, sofreu falhas de atitude e controle após o lançamento em julho e nunca conseguiu capturar nem reimpulsionar o Swift, encerrando a última tentativa viável de salvamento.
A maior parte da espaçonave, que pesa 1.450 kg, deve se desintegrar e queimar na reentrada, mas partes mais densas — como as seis rodas de reação, espelhos e componentes de tungstênio — podem sobreviver e cair em algum ponto entre as latitudes 20,6° S e 20,6° N.
A NASA e a Força Espacial avaliam que a chance de destroços sobreviventes causarem ferimentos a pessoas é muito baixa, cerca de 1 em 2.100. Atualizações de rastreamento nas horas finais devem reduzir a incerteza sobre o horário de reentrada e a faixa de impacto no solo.
O Swift deixa um grande arquivo científico após cerca de 22 anos em operação — mais de 2.000 explosões de raios‑gama (gamma‑ray bursts), cerca de 1.400 supernovas e dados citados em aproximadamente 7.000 artigos. A perda do telescópio, somada à falha da LINK, acelerou a busca da NASA por soluções da indústria, incluindo um pedido formal de informações (Request for Information) sobre opções para o Hubble com prazo até 30 de novembro.