EUA suspendem Microsoft, Adobe e grandes de TI do programa PERM
Medida pode travar patrocínio de green cards e amplia investigação federal sobre vistos de trabalho e estudo
Autoridades dos Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que o Departamento do Trabalho não aceitará nem processará novos ou pendentes pedidos PERM (certificação trabalhista para residência permanente) de Microsoft, Adobe, Cognizant, Infosys, Tata, Wipro, HCL, Capgemini e várias outras empresas.
O vice‑presidente JD Vance e o secretário do Trabalho, Keith Sonderling, apresentaram a ação como parte de uma campanha do Task Force to Eliminate Fraud, citando supostas declarações falsas, uso massivo de vistos H‑1B e padrões de abuso nas solicitações PERM.
O inspetor-geral do Departamento do Trabalho disse que intimações foram entregues a nove universidades, incluindo Harvard, Yale e Stanford, para investigar suposto uso indevido de vistos de intercâmbio J‑1 e riscos potenciais para pesquisas financiadas pelo governo federal.
O Departamento de Segurança Interna propôs uma taxa inicial de US$70.000 para o programa Optional Practical Training (OPT) de estudantes com visto F‑1, medida que autoridades afirmam visar reduzir fraudes em estágios e colocações de trabalho para estudantes.
As suspensões interrompem o patrocínio para green cards na fase PERM, mas não revogam por si só vistos H‑1B já existentes. Grupos da indústria e universidades alertaram para possíveis impactos na força de trabalho e na pesquisa; são esperados desafios legais à medida que o governo avança.