EUA pedem que aliados escolham lado na corrida global por IA

Departamento de Estado quer usar controles de exportação para proteger cadeias de chips e minerais, limitando o acesso da China a insumos avançados de IA.

Ontem, 07:45

Uma carta preliminar do Departamento de Estado dos EUA, noticiada na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, pede que cerca de 35 signatários de uma declaração americana sobre IA escolham entre a coalizão Pax Silica, liderada pelos EUA, e a estrutura WAICO, liderada pela China, e avisa que a dupla filiação não será permitida.

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Lançada em dezembro de 2025, a Pax Silica reúne parceiros considerados confiáveis para projetos coordenados e resiliência de cadeias de suprimento; entre seus membros estão Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Austrália, União Europeia, Índia e Israel.

A China lançou oficialmente a World Artificial Intelligence Cooperation Organization (WAICO) em 16 de julho de 2026, com cerca de 29 membros fundadores, entre eles Brasil, Rússia e Paquistão, e ofertas públicas de treinamento e ferramentas vindas de Pequim.

Os controles de exportação dos EUA sobre semicondutores avançados e hardware de IA são o instrumento prático por trás da pressão de Washington, porque podem cortar o acesso a chips críticos e tecnologias relacionadas.

Analistas alertam que essa exigência de escolher lado corre o risco de dividir o ecossistema global de IA, forçando empresas e potências médias, como o Cazaquistão, a optar por cadeias de suprimento distintas, retardando pesquisas compartilhadas e alterando fluxos de investimento.

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