CBV adota teste genético SRY e pode barrar a maioria das mulheres trans de competições femininas

Novo regulamento substitui exames de testosterona por um teste genético único e vale a partir da temporada 2026/2027 da Superliga A e B

Ontem, 14:08

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou nesta sexta-feira uma nova regra de elegibilidade que adota a Policy of Protection of the Female Category, alinhada ao COI, e exige um teste genético SRY único para disputar competições na categoria feminina.

Publicidade · Cloudways
Hospede na Cloudways com desconto de 30% por 3 meses
Cupom: CODEBR30X3

A norma valerá na temporada 2026/2027 da Superliga A e B e em torneios citados nominalmente: Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.

Atletas com resultado positivo para SRY serão alocadas na categoria masculina, salvo nos casos de condições clinicamente confirmadas como síndrome de insensibilidade completa aos andrógenos ou diagnósticos específicos de DSD XY que eliminem os efeitos anabólicos da testosterona.

A CBV revogou a regra de 2025 baseada em níveis de testosterona. A entidade diz que a atleta ou o clube será responsável pelos custos dos exames, exceto quando o teste for exigido para convocação à seleção nacional. O regulamento também prevê punições para adulteração de amostras e divulgação inadequada de dados.

O Osasco Voleibol Clube declarou apoio público à jogadora Tifanny Abreu e informou que estuda medidas legais; a Federação Paulista de Voleibol confirmou que ela pode atuar no atual Campeonato Paulista segundo regras pré-existentes, deixando incerta sua elegibilidade para a Superliga.

A medida pode impedir a participação da maioria das mulheres trans em competições femininas sancionadas pela CBV, segundo a própria lógica do teste SRY.

Resumo produzido a partir de 6 fontes em 5 veículos · Powered by Anchooor
Publicidade · Cloudways
Hospede na Cloudways com desconto de 30% por 3 meses
Ver oferta