EUA indiciam 14 e apreendem 185–187 dispositivos em ação contra “fazendas de laptops” norte-coreanas
Autoridades dizem que esquema do Estado norte-coreano desviava a maior parte dos pagamentos de trabalhadores remotos para financiar programas de armas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou pública uma acusação e anunciou duas prisões em 13 de outubro de 2026, depois de buscas do FBI no fim de setembro em mais de 40 residências no Texas que recuperaram cerca de 185–187 laptops e dispositivos relacionados.
Os promotores afirmam que a rede acusada usava identidades americanas roubadas ou falsificadas e facilitadores sediados nos EUA que recebiam laptops fornecidos por empregadores, instalavam software de acesso remoto e hospedavam dispositivos para que operadores no exterior parecessem trabalhar dentro dos Estados Unidos.
A acusação alega que o esquema colocou trabalhadores remotos em mais de 70 empresas norte-americanas, comprometeu cerca de 25 identidades americanas e gerou aproximadamente US$3.000.000 em pagamentos de trabalhadores ligados à operação.
As autoridades alertam que a prática evoluiu e agora inclui currículos e vídeos gerados por IA, subcontratação de trabalho via países terceiros, americanos pagos para aparecer em vídeo ou realizar testes, e transferências em criptomoedas para remeter os ganhos para o exterior.
Funcionários federais e empresas privadas como a CrowdStrike afirmam que essa ação faz parte de um esforço mais amplo para interromper uma fonte persistente de evasão de sanções — o Tesouro dos EUA estimou essa receita em mais de US$800 milhões em 2024 — e que novas acusações podem ser apresentadas.