EUA dizem que imagens de satélite de origem chinesa ajudaram Irã em ataque que matou 3 militares

Relatório da inteligência americana aponta que fotos de alta resolução teriam servido para escolher alvos e avaliar danos no ataque de 17 de julho; caso pode afetar encontro Trump‑Xi em 24 de setembro.

Hoje, 14:35

Funcionários de inteligência dos Estados Unidos disseram ao Wall Street Journal que o Irã obteve imagens de satélite de alta resolução, de origem chinesa, da base aérea Muwaffaq Salti antes e depois do ataque com mísseis de 17 de julho que matou o 1º tenente Tyler James Feehan, a soldado Isabella Gonzales e o sargento Angel S. Rampersad.

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Segundo o relatório, as imagens ajudaram o Irã a escolher alvos e a avaliar os danos após o ataque — análises que, de acordo com especialistas dos EUA, podem revelar alterações recentes numa base e orientar ataques mais precisos.

O governo americano não divulgou publicamente os nomes das empresas chinesas que, segundo suas apurações, forneceram as imagens, e até o momento não acusa formalmente o governo da China de envolvimento direto.

Pequim negou responsabilidade institucional e exigiu provas. Em maio, a administração Trump já havia sancionado três empresas de satélite sediadas na China por preocupações relacionadas.

Autoridades americanas afirmam que as imagens de origem chinesa provavelmente foram apenas um dos vários insumos usados pelo Irã. A descoberta está sendo comunicada ao Congresso dos EUA e monitorada por diplomatas e analistas por seu possível impacto nas relações com a China antes da reunião entre o presidente Donald Trump e o presidente Xi Jinping, marcada para 24 de setembro.

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