EUA avaliam reimpor sanções a Alexandre de Moraes, diz jornal
Movimento remete a penalidades Magnitsky de 2025 e pode aumentar tensão diplomática por controle de informação na época eleitoral
Jornais noticiam que autoridades dos Estados Unidos têm discutido reimpor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, citando o Financial Times como fonte original e veículos brasileiros que repercutiram a informação.
A discussão ainda não foi confirmada por nenhum anúncio oficial dos EUA. Ela remete a uma medida de 2025 em que os Estados Unidos aplicaram sanções sob a Magnitsky Act a Moraes — alvo também de sanções contra sua esposa e uma empresa ligada à família —, sanções essas que depois foram revertidas.
Na ocasião, autoridades americanas disseram que as penalidades visavam o papel de Moraes no processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro.
Separadamente, um subsecretário do Departamento de Estado dos EUA criticou publicamente mudanças recentes nos algoritmos de redes sociais no Brasil, avaliando-as como indicativo de censura imposta pelo governo, o que associa o debate sobre controle de informação a tensões bilaterais mais amplas.
A Magnitsky Act permite aos EUA congelar ativos e proibir pessoas e entidades norte-americanas de negociar com alvos nomeados. Diplomatas consultados dizem que a reimposição de sanções poderia agravar a polarização política no Brasil e complicar relações comerciais e eleitorais entre Washington e Brasília.