Campanhas presidenciais de 2026 começam oficialmente com atos de abertura em redutos dos candidatos
Rallys iniciais definiram narrativas concorrentes e mostraram fissuras na coalizão fora do PT que podem influenciar alianças antes do início dos anúncios em rádio e TV
A campanha eleitoral foi oficialmente aberta no domingo, 16 de agosto, permitindo comícios e propaganda online; os anúncios gratuitos em rádio e TV estão programados para começar em 28 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou sua tentativa de reeleição em São Bernardo do Campo, centrando a campanha em temas como soberania nacional e combate mais rigoroso à criminalidade. Ele apareceu ao lado do vice na chapa, Geraldo Alckmin, e do aliado Fernando Haddad.
O senador Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha em Copacabana com uma mensagem focada em segurança, evocando a imagem do pai. Flávio afirmou ter recebido mais de 1.800 ameaças de morte e relatou intervenção da Polícia do Senado por suspeita de um plano de ataque.
O governador Ronaldo Caiado declarou publicamente que nunca apoiará Lula, após comentários do vice do PSD, Gilberto Kassab, de que o Centrão não é neutro e teria atuado a favor de Lula — uma ruptura pública dentro do bloco fora do PT.
As inscrições de candidatos foram encerradas em 15 de agosto no Tribunal Superior Eleitoral, mas ainda podem sofrer alterações por meio de contestações judiciais. Os eventos de abertura já indicam que o controle do tempo de TV, as alianças partidárias e a narrativa sobre segurança devem orientar a próxima fase da campanha.