CBV adota teste genético SRY e impede a maioria das mulheres trans de competir no feminino
Confederação diz que regra segue orientação do COI; mudança valerá já para Superliga A e B 2026/27 e outros torneios nacionais.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou em 14 de agosto uma normativa que substitui sua regra prevista para 2025 — baseada em níveis de testosterona — por triagem genética obrigatória do gene SRY para definir elegibilidade na categoria feminina em competições nacionais.
Pela nova regra, só serão elegíveis como mulheres atletas com resultado negativo no teste SRY; atletas com resultado SRY-positivo poderão competir no feminino apenas se tiverem um diagnóstico clínico confirmado de DSD XY, como insensibilidade completa aos andrógenos.
A norma passa a valer imediatamente para a Superliga A e B 2026/27, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, o circuito adulto de vôlei de praia de 2027 e o CBVP Challenger 2027.
A mudança coloca em risco a participação da oposta do Osasco, Tifanny Abreu; a Federação Paulista de Voleibol manteve sua elegibilidade no Campeonato Paulista em andamento, e o Osasco abriu revisão jurídica. Tifanny afirmou que vai contestar a regra.
A CBV diz que a coleta de amostras é minimamente invasiva e que os custos dos testes serão arcados por atletas ou clubes, exceto quando exigidos para seleção em seleção nacional. A confederação reconheceu também que a medida levanta questões de privacidade, médicas e jurídicas que podem levar a disputas judiciais e conflitos de competência.