CBV adota teste genético SRY e impede a maioria das mulheres trans de competir no feminino

Confederação diz que regra segue orientação do COI; mudança valerá já para Superliga A e B 2026/27 e outros torneios nacionais.

Hoje, 17:32

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou em 14 de agosto uma normativa que substitui sua regra prevista para 2025 — baseada em níveis de testosterona — por triagem genética obrigatória do gene SRY para definir elegibilidade na categoria feminina em competições nacionais.

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Pela nova regra, só serão elegíveis como mulheres atletas com resultado negativo no teste SRY; atletas com resultado SRY-positivo poderão competir no feminino apenas se tiverem um diagnóstico clínico confirmado de DSD XY, como insensibilidade completa aos andrógenos.

A norma passa a valer imediatamente para a Superliga A e B 2026/27, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, o circuito adulto de vôlei de praia de 2027 e o CBVP Challenger 2027.

A mudança coloca em risco a participação da oposta do Osasco, Tifanny Abreu; a Federação Paulista de Voleibol manteve sua elegibilidade no Campeonato Paulista em andamento, e o Osasco abriu revisão jurídica. Tifanny afirmou que vai contestar a regra.

A CBV diz que a coleta de amostras é minimamente invasiva e que os custos dos testes serão arcados por atletas ou clubes, exceto quando exigidos para seleção em seleção nacional. A confederação reconheceu também que a medida levanta questões de privacidade, médicas e jurídicas que podem levar a disputas judiciais e conflitos de competência.

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