Embaixadas dos EUA e da Austrália suspendem serviços consulares no Brasil às vésperas da eleição

Fechamentos raros, por motivos de segurança não detalhados, motivaram investigação da Polícia Federal, alertas de viagem e pedido de apuração no TSE

03 de outubro, 06:56

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e quatro consulados norte‑americanos suspenderam o atendimento consular presencial a partir de sexta‑feira; no mesmo dia a embaixada da Austrália adotou medida semelhante. Nem os EUA nem a Austrália detalharam publicamente a ameaça específica nem deram prazo para a retomada dos serviços.

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A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e Águas Lindas, apreendendo computadores e telefones que passam por perícia; a corporação afirmou publicamente que ainda não encontrou evidência que confirme risco iminente ou vínculo com organizações criminosas.

Vários governos estrangeiros atualizaram alertas de viagem citando riscos ligados à eleição e referenciaram os fechamentos diplomáticos; reportagens indicam que a decisão preventiva foi informada por cooperação de inteligência com serviços de países aliados.

A campanha de Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que trate as suspensões como parte de uma investigação mais ampla sobre interferência estrangeira, transformando a decisão de segurança em disputa jurídica e política que envolve acusações contra aliados de Bolsonaro.

Na prática, houve interrupção de serviços de visto e passaporte e orientação emergencial para cidadãos dos EUA; o caráter de alto perfil da medida aumentou a preocupação pública sobre a estabilidade eleitoral e colocou sob escrutínio os resultados da perícia forense e de inteligência classificada que estão pendentes.

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