Eleições ficam mais apertadas enquanto tribunais tentam conter desinformação religiosa

Pesquisas de última hora, decisões judiciais sobre posts falsos envolvendo Nossa Senhora Aparecida e nervosismo nos mercados podem influenciar eleitores indecisos e a confiança de investidores antes da votação da próxima semana

Hoje, 16:49

Pesquisas nacionais publicadas nesta semana mostram uma disputa extremamente acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, com pequenas vantagens oscilando entre institutos e vários cenários de segundo turno virtualmente empatados.

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Ações judiciais sobre postagens virais que ligam Flávio Bolsonaro a um suposto plano contra Nossa Senhora Aparecida avançaram por várias instâncias, com o vice‑presidente do TSE, André Mendonça, determinando remoções; o ministro do STF Flávio Dino revertendo brevemente essa ordem; e o ministro do STF Luiz Fux suspendendo a decisão de Dino de restaurar as determinações do TSE.

Pesquisas regionais expõem variação estadual que as médias nacionais mascaram, incluindo uma liderança decisiva de Lula em Pernambuco e uma vantagem estreita de Flávio no Rio Grande do Sul, o que pode ter impacto por causa do peso eleitoral de cada estado.

Os mercados têm mostrado sensibilidade ao fluxo de notícias: o Ibovespa recuou após movimentos globais de petróleo e geopolíticos combinarem‑se com a incerteza eleitoral, levando investidores a buscar ativos mais seguros.

Com o debate da TV Globo em 1º de outubro, a pesquisa final do Datafolha antes do voto em 3 de outubro, e o primeiro turno em 4 de outubro, campanhas e eleitores indecisos enfrentam uma janela comprimida em que pesquisas de última hora, decisões judiciais e escândalos podem alterar comparecimento e escolhas.

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