Comentário de dirigente do Fed afasta urgência por novos aumentos e alivia mercado brasileiro
Observação de John Williams de que alta de setembro dá tempo ao Fed derruba juros curtos dos EUA e ajuda a reduzir taxas no Brasil, enquanto ações e o real sobem antes do Copom.
Na terça-feira, John Williams, presidente do Fed de Nova York, afirmou que não há urgência para novos aumentos das taxas dos EUA após o aperto de setembro, e os mercados reduziram expectativas de alta no curto prazo, com as yields dos Treasuries de dois anos em queda.
Mais cedo na sessão, as yields dos Treasuries de 10 anos chegaram a subir brevemente para cerca de 5,29% antes de recuarem após as declarações de Williams, mostrando como a comunicação pode mover rapidamente os mercados globais de renda fixa.
A queda das taxas curtas dos EUA se transmitiu ao Brasil, com os contratos DI entre bancos recuando — inclusive o DI de janeiro de 2028 perto de 13,57% — e investidores locais migrando para ações e para o real.
Divulgações macroeconômicas brasileiras reforçaram o movimento: a criação formal de empregos em agosto veio acima do esperado, a taxa de desemprego manteve‑se em torno de 5,3% e o déficit primário do governo central foi menor do que há um ano.
Os mercados continuam nervosos e guiados por dados, por isso investidores ficarão de olho nos números de inflação dos EUA e na decisão do Copom no início de novembro para avaliar se o recente reprecificação vai persistir.