Decisões judiciais fazem Globo cancelar debate após recuos sobre convites
Pedidos de última hora sobre participação e inclusão de candidato mudaram regras; campanhas passam a mirar mais o segundo turno.
A TV Globo cancelou um debate programado após receber duas intimações judiciais de última hora que alteraram as regras de participação e obrigaram a emissora a modificar a programação.
Uma ordem do TSE assinada pela ministra Estela Aranha suspendeu temporariamente regras sobre candidatos ausentes, a pedido da coalizão de Lula, e uma decisão do STF do ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão do candidato Renan Santos.
Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, disse que Lula nunca se comprometeu com debates do primeiro turno e sinalizou que o presidente participará dos debates do segundo turno para enfrentar Flávio Bolsonaro.
O PT pediu aos organizadores a retirada de uma cadeira identificada para Lula e solicitou direito de resposta por uma fala atribuída ao presidente; a campanha também pressiona para alterar os critérios de convite, passando de bancadas partidárias no Congresso para desempenho em pesquisas.
As decisões tornam o Judiciário um ator decisivo na condução de eventos midiáticos, levam as emissoras a prever riscos legais de última hora e empurram as campanhas a priorizar a construção de alianças e a mensagem para o segundo turno, que pode decidir o pleito.