Decisão do STF que estendeu horário de votação alimenta acusações de 'golpe' e mobilizações nas ruas
Ordem tardia do ministro Cristiano Zanin para prorrogar voto durante o domingo mudou a administração das eleições, suscitando críticas e planos de protesto para o fim de semana.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país depois que a campanha de Lula reclamou de problemas no transporte, decisão assinada durante a votação do domingo e aplicada apenas às seções ainda abertas.
A prorrogação não reabriu urnas que já haviam sido encerradas, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou orientações aos locais de votação sobre a mudança após a decisão de Zanin.
A campanha de Lula pediu ampliação do horário alegando falta de ônibus em cidades como São Paulo e Salvador, e tribunais regionais eleitorais na Bahia tomaram medidas de emergência, incluindo ordens para restabelecer serviços.
Aliados de Lula criticaram o ministro Kássio Nunes Marques por não ter atuado antes, enquanto Zanin havia sido sorteado para o caso — sequência que adversários de direita também usaram para questionar o momento e a imparcialidade da medida judicial.
André Janones, que comandou o canal no WhatsApp Exército do Lula com mais de 10,9 milhões de seguidores, celebrou a confirmação da vitória de Lula e convocou apoiadores para manifestações nas ruas em 31 de outubro e 1º de novembro, mobilização que pode prolongar a polarização pós-eleitoral e as disputas jurídico-políticas.