Abstenção no segundo turno cai para 19,21%, menor taxa desde 2006
Queda veio após forte mobilização de rua e digital das duas campanhas, que atraíram muitos ausentes do primeiro turno de volta às urnas.
O primeiro turno registrou ausência incomum, com 33.466.783 eleitores inscritos não comparecendo, equivalentes a 21,08% do eleitorado — a maior abstenção em primeiro turno desde 1998.
Os números oficiais mostram que a abstenção no segundo turno caiu para 19,21%, uma redução de 1,87 ponto percentual em relação ao primeiro turno, levando a ausência no segundo turno para abaixo de 20% pela primeira vez desde 2006.
A cobertura atribui a recuperação do comparecimento à intensificação da mobilização: ações de rua em massa, comícios locais e canais online coordenados, como o 'Exército de Lula' e o 'Bloco do 22' do PL, que tiveram como alvo os eleitores que não votaram no primeiro turno.
O primeiro turno também apresentou votos nulos e brancos mensuráveis — 2,93% nulos e 1,84% brancos — números que, segundo analistas, acrescentam nuances às cifras nacionais de comparecimento e à interpretação de como a abstenção reflete escolhas dos eleitores.
Com o voto obrigatório, faltas têm implicações legais e políticas, e a variação regional persistiu: no Ceará a abstenção no primeiro turno foi notavelmente baixa, de 15,52%. A mudança no comparecimento pode influenciar a legitimidade pós-eleitoral e as estratégias dos partidos.