Cury descarta apoiar Lula e condiciona apoio a Flávio a esclarecimentos sobre 'Dark Horse'
Declaração aumenta influência de Cury em um segundo turno ao vincular apoio a provas de ausência de corrupção, promessas de reforma judicial e aproximação com o mercado
Em evento da Genial com investidores da Faria Lima em São Paulo na quinta-feira, Augusto Cury afirmou que não apoiaria Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno “em hipótese alguma”.
Cury disse que só consideraria orientar seus apoiadores a votar em Flávio Bolsonaro se Flávio explicasse as transferências relacionadas a Daniel Vorcaro e ao filme 'Dark Horse' e provasse que não houve corrupção.
No encontro, ele buscou credibilidade junto ao mercado ao se associar a economistas conhecidos e apresentar auditorias e planos econômicos, descrevendo sua candidatura como um governo curto e estabilizador, um “placeholder”.
Cury propôs mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e limites de mandato, e disse que apoiaria investigar ou pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes se surgissem provas de irregularidade.
A alta nas pesquisas que já começa a colocar Cury em simulações de segundo turno torna sua posição condicional relevante, porque seus votos liberados ou direcionados podem alterar a matemática do segundo turno.