Cooperativas ampliam atuação e passam do crédito e agro para consumo diário
Endividamento das famílias e garantias regulatórias impulsionam projetos-piloto para compras e serviços comunitários.
Em 2025 a rede do cooperativismo registrou 29 milhões de associados, R$848 bilhões em receitas, R$61,3 bilhões em sobras distribuídas, R$1,6 trilhão em ativos e 613.400 empregos formais.
As cooperativas de crédito chegaram a R$1 trilhão em ativos e ampliaram sua carteira de empréstimos em 13,1% em 2025, alcançando cerca de 8,5% do mercado nacional de crédito e crescimento mais rápido que o dos bancos.
Mais de 80% dos domicílios brasileiros estavam endividados em 2026, nível que estimula a procura por modelos de consumo comunitário e de redução de custos e incentiva pilotos como o Mercado Econômico Cooperativo (MEC).
As cooperativas têm presença física em 59% dos municípios e frequentemente são o único provedor financeiro presencial, e a estabilidade do setor depende de regras específicas e da FGCoop, garantia mútua que cobre até R$250.000 por CPF ou CNPJ.
Mudanças regulatórias desde 2003 abriram espaço para essa expansão, mas permanecem desafios importantes, entre eles a deterioração de dívidas rurais que pode pressionar algumas cooperativas e o longo prazo necessário para iniciativas voltadas ao consumidor alcançarem a escala das operações de crédito e agro.