Agências dizem que Super El Niño é muito provável e deve atingir pico em dezembro de 2026

Cientistas alertam que um oceano e ar mais quentes por causa do aquecimento global amplificam o evento, elevando riscos a energia, alimentos e municípios despreparados.

Hoje, 03:39

Com base em observações recentes do oceano e da atmosfera, a NOAA e institutos meteorológicos brasileiros afirmam que há probabilidade muito alta de que um 'Super El Niño' forte esteja se formando e que seu pico ocorra em dezembro de 2026.

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Modelos projetam que efeitos intensos devem se estender para o primeiro semestre de 2027, podendo provocar onda de calor e seca prolongada na Amazônia e nas regiões Norte e Nordeste, além de chuvas intensas, inundações e deslizamentos no Sul.

Pesquisadores dizem que o aquecimento global elevou a temperatura de base do oceano e do ar, acrescentando energia ao sistema e tornando as previsões mais complexas, mesmo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) dobrando sua capacidade de supercomputação e ampliando boias e sensores de monitoramento.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico e distribuidoras alertam para riscos concretos ao fornecimento de energia: maior demanda entre dezembro e fevereiro devido ao calor, redução da geração hidrelétrica em áreas afetadas pela seca, danos à transmissão por incêndios e ventos extremos, e o custo de acionamento de termelétricas de emergência.

A preparação municipal continua fraca por falta de pessoal, licenças e verbas, apesar de repasses federais recentes para prevenção e de planos bilionários para drenagem e contenção de encostas, deixando muitas cidades vulneráveis aos impactos que se aproximam.

Resumo produzido a partir de 6 fontes em 2 veículos · Powered by Anchooor
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