Choque no Oriente Médio eleva Brent acima de US$100 e pressiona mercados globais
Alta do petróleo puxa para cima os juros longos dos EUA e aperta condições financeiras, reduzindo espaço do Brasil para cortar juros.
Interrupções no fornecimento provocadas por ataques perto do Bab el‑Mandeb e danos a um oleoduto saudita levaram o Brent acima de cerca de US$100 o barril na quinta‑feira, antes de os preços recuarem com relatos de conversas entre EUA e Irã.
O pico do petróleo elevou os rendimentos dos Treasuries de longo prazo dos EUA a máximas de várias décadas e pressionou bolsas globais ao aumentar a expectativa sobre a trajetória dos juros nos EUA.
Relatos de que negociadores dos EUA e do Irã discutem um acordo faseado reduziram brevemente o estresse nos mercados, mas não eliminaram o risco logístico em pontos de estrangulamento do tráfego marítimo.
No Brasil, o Banco Central já reduziu a Selic para 13,75% e interveio com um leilão de recompra (repo) de cerca de US$1 bilhão após o real tocar cerca de R$5,20, ações destinadas a estabilizar o mercado cambial sem perder flexibilidade de política.
Os mercados agora acompanham o progresso diplomático para reabrir o Estreito de Ormuz, os movimentos de juros nos EUA que afetam o custo global de financiamento e o resultado das eleições brasileiras, que determinará a política fiscal e o caminho da moeda.