Caso Nossa Senhora provoca reviravoltas na Justiça e tensão na reta final de campanha
Idas e vindas judiciais deixaram ordens de remoção de posts em aberto e mantiveram projeto arquivado de 2007 no centro do debate eleitoral antes do primeiro turno
A disputa começou quando publicações ligaram um projeto arquivado de 2007 ao candidato Flávio Bolsonaro e, em 25 de setembro, o ministro do TSE André Mendonça determinou a remoção de conteúdos nas redes sociais que considerou "notoriamente inverídicos".
O ministro do STF Flávio Dino restabeleceu parte dos posts removidos e, em seguida, o ministro Luiz Fux suspendeu a ação de Dino, devolvendo a controvérsia ao Judiciário e deixando a resolução final para análise em plenário.
O texto legislativo citado é o PL 2.623/2007, de autoria de Victório Galli, arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008, e não existe vínculo documental que ligue a proposta a Flávio Bolsonaro.
O presidente Lula e o PT intensificaram imagens religiosas e publicaram nota oficial condenando ataques à Igreja. A campanha de Flávio respondeu com peças de retratação e ações rápidas de controle de danos.
Monitoramento digital do Instituto Democracia em Xeque registrou cerca de 2,39 milhões de menções, apontando novos picos após cada movimento judicial ou político e motivando o Datafolha a realizar trabalho de campo para medir eventual efeito tardio entre eleitores.