Campanha de Lula acusa Meta de distribuir conteúdo seletivamente e de viés em IA nas eleições

Equipe diz que métricas de alcance e testes com IA da Meta favorecem Flávio Bolsonaro; novo material foi levado ao TSE e serão feitas denúncias a autoridades regionais e de dados

14 de outubro, 19:00

A campanha de Lula apresentou ao TSE na quarta‑feira novas evidências alegando que as plataformas da Meta restringem a entrega de publicações pró‑Lula enquanto ampliam conteúdo ligado a Flávio Bolsonaro, citando grandes diferenciais de alcance em publicações do deputado Nikolas Ferreira.

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O relator no TSE, ministro Marco Aurélio Bellizze, determinou em 10 de outubro que a Meta preservasse registros e explicasse as anomalias em 48 horas, mas a corte ainda não concedeu as medidas urgentes solicitadas pela campanha.

Testes da campanha relatam que a IA da Meta no WhatsApp teria se recusado a gerar imagens pró‑Lula ao mesmo tempo em que produzia material pró‑Flávio, padrão que os advogados dizem demonstrar que a IA integrada da empresa pode viabilizar uma mensagem eleitoral desigual.

A Meta comunicou ao TSE ter identificado falhas técnicas que afetaram anúncios de Lula, mas nega qualquer viés ideológico em seus algoritmos, deixando em aberto se os erros tiveram efeitos políticos.

A representação se ampliou além do TSE: a campanha pretende acionar a OEA e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e cita relatórios anteriores do CTRL+Z e da Fenaj sobre remoções da Meta e a desativação não explicada da conta de anúncios de Lula, o que reforça pedidos por maior capacidade doméstica de auditar IAs de plataformas nos termos da Resolução TSE 23.755.

Resumo produzido a partir de 4 fontes · Powered by Anchooor
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