Brasil vota em disputa presidencial acirrada enquanto Senado pode mudar de equilíbrio
Pesquisas próximas deixam resultado indefinido; projeções indicam avanço do PL no Senado, o que altera poder de confirmar indicações e de instaurar impeachment.
Eleitores votaram no domingo, 4 de outubro, em uma disputa na qual Quaest e Datafolha apontaram Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em empate técnico dentro de uma margem de erro de cerca de dois pontos.
Agregações por estado mostram um mapa dividido, com cada favorito liderando em 12 unidades federativas e três estados em empate técnico, o que dá peso extra aos padrões de comparecimento em estados populosos como São Paulo e Minas Gerais.
Projeções baseadas nas pesquisas de véspera indicam que o PL poderá ampliar substancialmente sua bancada no Senado — potencialmente alcançando cerca de 30 cadeiras — o que aumentaria a capacidade do partido de aprovar indicações e de buscar ações de impeachment na casa alta.
A administração das eleições dependerá de alta cobertura biométrica — cerca de 89% dos eleitores registrados com digitais — e do feed oficial de apuração do TSE, que os principais veículos publicarão em tempo real a partir das 17h (horário de Brasília).
Organizações da sociedade civil (Idec e Coding Rights) pediram ao TSE a aplicação explícita da proibição de óculos inteligentes e outros dispositivos vestíveis de gravação, prevista na Resolução nº 23.751/2026, para proteger o sigilo do voto e orientar os TREs e mesários sobre como proceder em incidentes.
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