Eleitores votam em primeiro turno acirrado; entidades pedem proibição de óculos inteligentes com IA
Organizações de direitos civis querem que o TSE confirme que wearables com IA estão cobertos pela regra do sigilo do voto, o que pode alterar a gestão de dispositivos nas seções eleitorais.
A votação acontece neste domingo, 4 de outubro, com cerca de 158,7 milhões de eleitores registrados escolhendo presidente, governadores, dois senadores por estado neste ciclo e deputados federais e estaduais, das 08:00 às 17:00 (horário de Brasília).
Pesquisas divulgadas pouco antes da votação mostram empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Uma agregação do Poder360 aponta que cada um lidera em 12 estados e três estados aparecem empatados, refletindo fortes divisões regionais no peso eleitoral.
A Resolução nº 23.751/2026 já proíbe celulares, câmeras, gravadores e qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, mesmo desligado, e organizações de direitos querem que o TSE deixe explícito que óculos inteligentes com IA se enquadram nessa proibição e oriente tribunais regionais e mesários a agirem nesse sentido.
Idec e Coding Rights pediram ao TSE que reforce as orientações, exija que as mesas receptoras lavrem em ata qualquer incidente envolvendo wearables e estabeleça procedimentos claros para o segundo turno, se necessário; o pedido foi enviado ao tribunal em 2 de outubro.
Além da disputa pela Presidência, a eleição vai redesenhar os governos estaduais e o Senado, com cerca de 21.000 candidaturas registradas, 89% dos eleitores com cadastro biométrico e grande número de incumbentes buscando reeleição — desfechos que influenciarão a aprovação de indicações e eventuais ações de impeachment.