Clã Bolsonaro tenta consolidar poder no Congresso e recompor o STF

Uma Presidência de Flávio Bolsonaro poderia permitir a indicação de até quatro ministros do Supremo Tribunal Federal se ele obtiver apoio suficiente no Senado.

Hoje, 00:55

Na véspera da eleição de 4 de outubro de 2026, a família Bolsonaro disputa uma chapa nacional coordenada, com forte apoio partidário, para manter a influência do clã após Jair Bolsonaro ter se tornado legalmente inelegível.

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Registros oficiais de campanha do TSE (DivulgaCand) mostram grandes repasses do PL para as candidaturas de parentes, incluindo R$3 milhões para Jair Renan e R$7,748 milhões direcionados às competitivas campanhas ao Senado de Michelle e Carlos Bolsonaro.

Pesquisas recentes indicam Flávio Bolsonaro numa disputa acirrada com o presidente Lula e projetam que a bancada do PL no Senado pode subir de cerca de 15 para aproximadamente 23 cadeiras, ganho que ainda deixaria o partido abaixo dos 41 votos necessários para confirmar indicações ao STF.

O Supremo Tribunal Federal tem uma vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso em 2025 e três ministros previstos para se aposentar até 2030, o que, em conjunto, permitiria a um presidente vitorioso nomear até quatro ministros, sujeitos à aprovação do Senado.

Comportamento passado do Senado e padrões de votação dos indicados por Bolsonaro, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, sugerem que novas nomeações poderiam deslocar decisões-chave, e o momento das confirmações dependeria de líderes do Senado, como Davi Alcolumbre.

Resumo produzido a partir de 3 fontes · Powered by Anchooor
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