Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno em 25 de outubro; Bolsonaro amplia palanques estaduais
Liderança de Flávio Bolsonaro nas alianças estaduais aumenta pressão sobre Lula para reconstruir mobilização regional antes da nova rodada de pesquisas.
O primeiro turno em 4 de outubro definiu o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com os totais oficiais do TSE mostrando Bolsonaro com 47,03% (56,1 milhões de votos; 56.128.000) e Lula com 45,16% (53,9 milhões de votos; 53.934.000).
Contagens da mídia indicam que Bolsonaro inicia o segundo turno com mais palanques estaduais do que Lula: O Globo relata cerca de 17 governadores ou chapas governistas alinhadas com Bolsonaro, contra nove com Lula.
Candidatos derrotados estão redesenhando o mapa de apoios: Romeu Zema e Ronaldo Caiado declararam apoio público a Bolsonaro, enquanto outros, como Augusto Cury e Renan Santos, se recusaram a endossar qualquer chapa.
As tensões em torno do Judiciário cresceram após a votação, quando Rogério Marinho se encontrou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, negou qualquer plano de “vingança” mas criticou alguns ministros; o ministro do STF Gilmar Mendes defendeu publicamente o sistema de votação eletrônica e sua auditabilidade.
Novas pesquisas nacionais de segundo turno registradas — AtlasIntel, Ipespe e Vox — começarão a ser publicadas a partir da semana de 9 de outubro, e as campanhas estão mobilizando governadores e estruturas locais para definir comparecimento às urnas e mensagens nas três semanas que antecedem o segundo turno.