Amgen tem caixa forte; Moderna aposta tudo na mRNA
Comparação entre fluxo de caixa previsível da Amgen e risco/retorno dependente de lançamentos da Moderna
Amgen registrou US$36,7 bilhões em receita no ano fiscal de 2025, cerca de US$7,7 bilhões de lucro líquido, margem líquida de 21% e aproximadamente US$8,1 bilhões em fluxo de caixa livre.
A empresa atende cerca de 17 milhões de pacientes e depende fortemente de três distribuidoras — McKesson, Cencora e Cardinal Health — que juntas responderam por 77% da receita bruta em 2025, gerando risco de concentração.
Já a Moderna teve cerca de US$1,9 bilhão em receita no ano fiscal de 2025, queda de cerca de 39%, e registrou prejuízo líquido de quase US$2,8 bilhões, puxado pela menor demanda por vacinas de pandemia e altos gastos em pesquisa.
A Moderna está migrando para um programa mais amplo de mRNA em doenças infecciosas, oncologia e doenças raras e busca parcerias, como a colaboração com a Merck para ajudar a comercializar tratamentos contra o câncer.
Investidores precisam pesaar o fluxo de caixa previsível e a escala da Amgen contra o potencial de maior retorno — porém mais arriscado e dependente de execução — da Moderna, cujo sucesso futuro depende de lançamentos bem-sucedidos de produtos e de previsões de demanda.