Tesla mostra Roadster com propulsores; recurso voador pode não ser legal nas ruas
Protótipo faz capotar, giros e pequenos saltos com ventiladores e thrusters; empresa projeta produção em 2027–2028 e vende três versões com depósitos altos
A Tesla revelou na quinta‑feira à noite, no centro de testes da SpaceX em McGregor, um Roadster demonstrador equipado com ventiladores e thrusters que permitiram manobras incomuns: dirigir de cabeça para baixo, executar giros (barrel rolls) e pequenos saltos aéreos.
O carro usa um sistema de sucção acionado por ventiladores que, segundo a Tesla, pode gerar cerca de 2 g de downforce para manter a carroceria aderida a superfícies. Há também thrusters de gás frio fornecidos pela SpaceX, que usam ar comprimido para controle de atitude e curtos pulsos de propulsão.
No configurador, a Tesla publicou três versões: Performance, Thrust e um modelo Rocket somente por convite. As condições de reserva incluem um depósito reembolsável de US$50.000 para a versão Performance e pagamento integral de US$250.000 para a Thrust.
A empresa estima produção por volta de 2027–2028 e descreve o Roadster como um produto simbólico, de produção limitada. Ao mesmo tempo, alertou que as funcionalidades semelhantes a voo podem não ser legais para uso em vias públicas e não informou preços finais nem detalhes de homologação.
Analistas e observadores ressaltam obstáculos práticos: regulamentos da FAA (a autoridade de aviação dos EUA) e regras de segurança veicular podem restringir o uso de thrusters; longos atrasos nas entregas vêm corroendo a confiança de compradores; e o foco da Tesla em IA e robótica faz do Roadster mais uma declaração de capacidade tecnológica do que um negócio de volume.