Flávio Bolsonaro lidera e vai ao segundo turno; Lula busca mobilizar base em três semanas
Avanço do PL no Congresso e decisão do TSE que entrega o governo do Rio a aliado do PL reduziram opções regionais de Lula e aumentaram pressão sobre sua virada.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno de 4 de outubro em vantagem estreita sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com cerca de 47,03% contra 45,16% de Lula, definindo o segundo turno para 25 de outubro.
Desde a votação, Flávio tem procurado consolidar apoio: encontrou governadores e aliados no Congresso, pediu manutenção das estruturas de campanha e passou a mirar eleitores indecisos e os que não votaram.
Lula mudou a estratégia para uma mobilização agressiva da base, publicando vídeos em tom pessoal, convocando apoiadores às ruas e concentrando esforços em levar abstenções às urnas, enquanto tenta recuperar votos perdidos desde 2022.
Os grandes ganhos legislativos do PL e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de anular os votos de Anthony Garotinho no Rio — entregando o estado ao aliado do PL Douglas Ruas — enfraqueceram os palanques de Lula no Sudeste e ampliaram o alcance regional de Flávio.
Analistas dizem que uma reversão é difícil porque líderes do primeiro turno historicamente vencem o segundo; a maioria dos votos de candidatos de direita e centro‑direita eliminados tende a migrar para Flávio; e a campanha dependerá de comparecimento às urnas, apoios e desempenho nos debates.