PT se divide por destaque de Janja na campanha de segundo turno de Lula
Pedido público de Kátia Abreu por “menos Janja, mais Alckmin” expôs disputa interna e aumentou pressão para mudar discurso e ampliar apelo ao centro antes do segundo turno.
Kátia Abreu, coordenadora da campanha do PT, renovou a crítica pública a Janja após reunião da direção do partido na terça-feira, afirmando que a prioridade deve ser reeleger Lula e não a visibilidade da primeira-dama.
Janja sinalizou que não reduzirá seu papel, tendo dito a Abreu que não diminuirá a participação “por decisão do meu marido”, segundo relatos, e sua assessoria divulgou nota defendendo a continuidade de seu envolvimento.
Aliados afirmam que o estilo incomumente visível de Janja na campanha — cantando jingles, falando em comícios e intervindo em reuniões — chegou a dispersar a mensagem da campanha e que essas ações não se traduziram de forma clara em mais votos.
Figuras da coalizão têm pedido maior destaque para o vice-presidente Geraldo Alckmin, com objetivo de recuperar eleitores de centro, do empresariado e do mercado, e Kátia Abreu manifestou publicamente apoio a fortalecer o papel de Alckmin.
Os dirigentes da campanha enfrentam agora uma escolha tática entre preservar uma unidade visível em torno de Lula e promover mudanças rápidas na comunicação e no alcance da coalizão para tentar recuperar votos perdidos antes do segundo turno de 25 de outubro e das pesquisas subsequentes.