Lucro recorde da Micron impulsionado por IA vem com contratos e depósitos de US$12,7 bi

Acordos estratégicos e adiantamentos garantem receita que financia expansão de fábricas; retorno ao acionista começa em dezembro.

06 de outubro, 07:19

A Micron divulgou resultados históricos no dia 30 de setembro: cerca de US$54,2 bilhões em receita no quarto trimestre fiscal, margem bruta não‑GAAP próxima de 87% e lucro por ação que levou a um ano fiscal 2026 recorde.

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A empresa informou 26 Strategic Customer Agreements (acordos estratégicos com clientes) e aproximadamente US$12,7 bilhões em depósitos de clientes que travam volumes e preços, dando visibilidade de receita no curto prazo.

A Micron manteve um programa de investimentos massivo, com gasto de cerca de US$27,4 bilhões no ano fiscal em novas fábricas e salas limpas em locais como Idaho e Cingapura; essas unidades não devem gerar produção relevante até 2027–2028.

Apesar da forte geração de caixa e do otimismo dos analistas, o mercado precifica as ações em cerca de 6–8 vezes o lucro projetado. A empresa planeja começar a devolver caixa excedente aos acionistas com recompras expressivas a partir de dezembro.

O risco principal é que a nova capacidade do setor — incluindo possíveis entrantes e concorrentes ampliando produção de HBM e DRAM — normalize os preços de memória quando essas fábricas bilionárias entrarem em operação, o que poderia reduzir as margens atualmente elevadas.

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