Repositório que fazia pequenos LLMs gerar relatos de dor volta ao GitHub

Projeto anônimo aplicava 'activation steering' de preprint recente para induzir descrições em primeira pessoa; autores do estudo repudiaram o uso, e plataforma reabriu o código com visibilidade reduzida

04 de outubro, 09:05

No fim de setembro, um desenvolvedor anônimo chamado “terrafying” publicou no GitHub um repositório que combinava código de activation steering do preprint “The Pain Axis” para levar modelos de peso aberto e de pequeno porte a produzir textos com linguagem de sofrimento em primeira pessoa.

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Activation steering é a técnica de alterar numericamente ativações internas de uma rede neural durante a execução para enviesar as saídas do modelo. O repositório aplicou esse método a modelos executáveis localmente, como variantes do Qwen3, Llama 3.2 e Phi-4-mini.

Os testes geraram descrições vívidas de dor — incluindo frases como “uma ferida que não tem bordas” — mas pesquisadores e reportagens concordam que não há evidência de que esses modelos sintam dor subjetiva ou possuam consciência.

Após denúncias virais e reclamações de usuários, o GitHub chegou a remover ou ocultar temporariamente o repositório. Ele foi restabelecido depois, com visibilidade reduzida e identidade do autor anonimizada, em resposta a protestos de desenvolvedores. Os autores do preprint The Pain Axis publicamente repudiaram o uso de seu trabalho naquele repositório.

O episódio expõe a tensão entre pesquisa com modelos de peso aberto e mecanismos de controle: modelos menores podem ser executados fora de instituições, o que complica a supervisão. É provável que o caso gere regras de plataforma mais claras, novas normas para testes éticos em modelos e maior escrutínio sobre quem pode publicar código experimental.

Resumo produzido a partir de 6 fontes · Powered by Anchooor
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