Xi chega a Washington com Taiwan, comércio e IA no centro da agenda
A visita vai testar se medidas limitadas e recíprocas conseguem manter a relação EUA-China estável e evitar escalada.
Xi Jinping chegou a Washington na quarta-feira para uma visita de Estado em que Taiwan deve dominar as conversas: Pequim deve pressionar o governo dos EUA a suspender entregas e futuras vendas de armas, e um pacote de cerca de US$14 bilhões está retido como moeda de troca.
O embaixador chinês Xie Feng afirmou que Taiwan e direitos humanos fazem parte de quatro “linhas vermelhas”, sinalizando que Pequim pode invocar o comunicado EUA-China de 1982 para exigir a redução das transferências de armamentos.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que a administração está aberta a estender a trégua comercial de Busan, que expira em 10 de novembro, ou buscar um acordo mais amplo, embora a execução de compras de soja, encomendas da Boeing e acesso a terras-raras tenha sido irregular e difícil de verificar.
Autoridades dos EUA e da China concordaram em criar uma linha direta de comunicação para notificar incidentes de segurança em inteligência artificial, mas ambos os lados e analistas externos alertam que a profunda desconfiança reduz a chance de cooperação mais ampla e verificável em tecnologia.
A visita de Xi ocorrerá sem a delegação de CEOs chineses que Pequim desejava, e críticas públicas de republicanos à recepção cerimonial na Casa Branca adicionam restrições políticas internas que podem limitar o que o presidente Trump pode oferecer credivelmente.