Condados em Maryland apertam regras para construção de data centers
Medidas visam proteger redes de energia e recursos hídricos e dar mais voz a moradores; governador cria força‑tarefa e quer rever isenção fiscal de 2020.
Várias autoridades locais em Maryland aprovaram ou estenderam medidas para restringir a instalação de novos data centers, citando impactos sobre energia, água e serviços comunitários.
O conselho de supervisores do condado de Prince William votou na terça‑feira para acabar com aprovações automáticas (by‑right) para data centers e reduzir em cerca de 62% a sua Data Center Opportunity Zone, de modo que futuros projetos passarão a depender de uma autorização especial do conselho.
O conselho do condado de Baltimore aprovou por unanimidade a prorrogação de sua moratória sobre novos data centers até dezembro de 2027, para que planejadores possam estudar os impactos e propor regras.
O condado de Anne Arundel também aprovou uma moratória de 15 meses que suspende novas construções. Um grupo de trabalho vai analisar práticas recomendadas e avaliar como equilibrar empregos ligados à defesa com preocupações ambientais e de recursos.
Na quarta‑feira, o governador de Maryland, Wes Moore, assinou um decreto executivo que cria uma Data Center Task Force (força‑tarefa), estabelece um painel público de acompanhamento e define cinco princípios de revisão para grandes projetos. O governador disse ainda que buscará revogar uma isenção fiscal concedida a alguns data centers em 2020.
Cidades e concessionárias seguem no centro das discussões porque data centers consomem grandes quantidades de eletricidade e água, frequentemente exigem novas subestações — como a atualização proposta pela Dominion em Vint Hill — e trazem um dilema entre receitas locais e pressões sobre serviços públicos.