Ucrânia diz que drone hexacóptero evacuou soldado ferido da linha de frente

Caso aponta mudança para resgates médicos não tripulados, mas operação é considerada arriscada e ainda carece de verificação independente.

Hoje, 06:35

A 92ª Brigada de Assalto Separada afirmou nesta segunda-feira que usou um hexacóptero de seis rotores Gurzuf Heavy Shot Ayudag‑6, modificado, para retirar um fuzileiro ferido de uma posição de frente contaminada por minas e disputada por drones inimigos.

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A brigada e o fabricante Gurzuf Defence informaram que o soldado sobreviveu e está em tratamento e reabilitação em Kharkiv, sem risco de morte.

Especialistas da unidade testaram alterações de estabilidade, colocaram equipamentos de fixação no ferido e um operador da 30ª Brigada pilotou a evacuação após o soldado ser preso a um arnês. O fabricante disse que o voo durou cerca de 75 minutos e percorreu aproximadamente 62 km.

Tanto o Exército quanto o fabricante classificaram a missão como um “primeiro mundial” de evacuação aérea médica no campo de batalha, mas ainda faltam verificação independente e alguns detalhes técnicos e de tempo.

Analistas e a cobertura do caso destacam que a operação surgiu da pressão dos limites do campo de batalha e da colaboração próxima entre forças e indústria militar. Ao mesmo tempo, drones pesados e lentos são vulneráveis a ataques, por isso esse tipo de evacuação deve permanecer de alto risco e específica para missões, até o desenvolvimento de sistemas médicos aéreos projetados para esse fim.

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