Turquia envia pacto de defesa de Meca ao parlamento enquanto quatro países assinam memorando Badr
Acordos avançam na formalização de dissuasão coletiva e ampliação da indústria regional; compromissos de tropas e comando ficam a aprovações nacionais.
A Turquia enviou ao parlamento o texto integral do Acordo Conjunto de Defesa de Meca para ratificação na terça‑feira, 20 de outubro, dando início à revisão legislativa do pacto trilateral com a Arábia Saudita e o Paquistão.
O pacto de Meca inclui uma cláusula de defesa coletiva no estilo da NATO que trata um ataque armado externo a um signatário como ataque a todos. O acordo também cria um Comitê Político e de Defesa Estratégico, prevê uma secretaria permanente sediada na Arábia Saudita e estabelece uma restrição de retirada por 10 anos.
Autoridades turcas dizem que as contribuições iniciais de Ancara sob o pacto se concentrarão em tecnologia militar, inteligência e equipamento, e que qualquer destacamento de tropas de combate exigirá autorização parlamentar separada.
Na quarta‑feira, 21 de outubro, Turquia, Paquistão, Qatar e Indonésia assinaram em Doha o Memorando de Entendimento Badr para aprofundar a cooperação da indústria de defesa por meio de produção conjunta, transferência de tecnologia, treinamento e pesquisa e desenvolvimento.
Analistas e autoridades afirmam que os dois movimentos mostram uma mudança regional em direção a laços de segurança mais diversificados e ao desenvolvimento de capacidades locais, medida que pode reforçar a capacidade de defesa da Arábia Saudita e gerar empregos na indústria de defesa. Números concretos de tropas, arranjos de comando e prazos, porém, seguem sem especificação.