TSE lacra e assina digitalmente software das urnas que serão usadas em 2026

Assinaturas geram hashes criptográficos que permitem auditores confirmar que o software nas urnas é idêntico ao aprovado pelo tribunal

Ontem, 19:49

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu na sexta‑feira, 4 de setembro de 2026, a assinatura digital e a lacração física dos programas compilados que serão usados nas urnas eletrônicas, e guardou os discos lacrados em sua sala‑cofre como as versões de referência para implantação.

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O procedimento de assinatura cria hashes criptográficos — digitais eletrônicos que funcionam como impressões digitais — de modo que qualquer alteração posterior nos arquivos muda o hash e pode ser detectada por ferramentas de auditoria.

Representantes de órgãos de controle presentes à cerimônia receberam cópias assinadas das ferramentas de verificação de terceiros compiladas no pacote lacrado; entre eles estavam a Polícia Federal, a OAB, o Ministério Público, o Confea, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Defensoria Pública da União (DPU).

Com a lacração concluída, o tribunal passará a gerar as mídias de votação com os dados dos candidatos, distribuir cópias aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e realizar os cheques finais de integridade e totalização na véspera da eleição, antes de 4 de outubro de 2026.

O TSE também iniciou ações de divulgação para mostrar as urnas atualizadas, que trazem interface redesenhada, texto em tamanho maior, barra de progresso e novos recursos de acessibilidade — teclas táteis, áudio, síntese de voz e intérprete de Libras. O tribunal apresenta essa etapa como parte de cerca de 40 oportunidades de auditoria e testes aplicadas ao longo dos 30 anos do sistema eletrônico de votação no Brasil.

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