TSE forma maioria para manter suspensão da campanha de Deltan Dallagnol
Bloqueio de recursos públicos e de propaganda em rádio e TV durante a análise do TSE pode alterar quem alcança eleitores em disputa apertada
O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria de 4 a 0 nesta segunda-feira para manter a liminar do relator que suspende atos de campanha de Deltan Dallagnol enquanto o tribunal analisa seu registro, restando três ministros a votar.
A liminar impede transferências de recursos públicos partidários e de campanha, a veiculação de propaganda em rádio e televisão e outros atos de campanha. As restrições valem até que o TSE decida o recurso pendente contra decisão do TRE‑PR que havia aprovado sua candidatura.
A equipe de Dallagnol disse que vai recorrer, afirmou que não teve oportunidade de se defender antes da decisão monocrática e apontou laços anteriores entre o relator e o ministro do STF Alexandre de Moraes; Michelle Bolsonaro pediu publicamente o impeachment do relator.
Uma nova pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia mostra a disputa presidencial se acirrando, com Flávio Bolsonaro em 42% e Lula em 41% em cenário de segundo turno hipotético, o que aumenta o impacto prático de quaisquer limites a recursos de campanha e à propaganda.
Separadamente, o Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça a inelegibilidade de Antonio Rueda por supostos vínculos com uma estrutura política ligada a milícias, desenvolvimento que ressalta o escrutínio judicial mais amplo sobre candidatos após decisão do TSE em 2023 que levou à cassação anterior de Dallagnol.