Lula vai a Nova York para abrir debate geral da ONU em visita curta e ligada à eleição

Presidente usará a plataforma da ONU para defender multilateralismo, soberania e reforma do órgão às vésperas da eleição de 4 de outubro.

Hoje, 14:43

Lula viajou a Nova York com uma comitiva nominalmente autorizada de pelo menos 73 pessoas e passou a segunda-feira reunindo-se com líderes selecionados antes de finalizar seu discurso na ONU.

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Na segunda, manteve conversas com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador dos EUA Bernie Sanders, como parte de uma agenda deliberadamente compacta.

Lula abrirá o debate geral da 81ª Assembleia-Geral da ONU na terça-feira e retornará ao Brasil no mesmo dia em razão do calendário eleitoral doméstico.

Não há reunião bilateral formal agendada com o presidente dos EUA, Donald Trump, que fala após Lula, e analistas esperam discursos fortemente contrastantes sobre multilateralismo e políticas nacionais.

A viagem destaca tanto a política externa quanto os interesses eleitorais: o Brasil usará seu papel tradicional de abrir o debate para pressionar por reforma da ONU e não intervenção, enquanto adversários seguem com atos de campanha em casa — uma dinâmica que pode influenciar a percepção dos eleitores e as tensões comerciais entre EUA e Brasil apontadas em reportagens recentes.

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