Trump libera entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA
Decisão de permitir a entrada levanta perguntas sobre diplomacia e supervisão entre Brasil e EUA
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em jato privado após perder a votação presidencial de 25 de outubro e chegou aos Estados Unidos em 27 de outubro. A Polícia Federal havia pedido a apreensão de seu passaporte durante um inquérito criminal em curso.
O presidente Donald Trump afirmou publicamente que Flávio “pode ficar” nos EUA e disse não ter planos de recebê‑lo, ao mesmo tempo em que lançou dúvidas sobre o resultado da eleição brasileira sem apresentar provas.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o governo Trump não organizou diretamente a saída de Flávio, mas confirmou que o presidente decidiu permitir sua entrada e que Flávio receberia um parole caso se apresentasse em um ponto de entrada dos EUA.
Imprensa dos EUA e da Argentina noticiou que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, teria fornecido o jato que levou Flávio da Argentina aos Estados Unidos, alegação que a administração não confirmou publicamente e que intensificou o escrutínio do Congresso.
Parlamentares progressistas da Câmara dos Representantes têm pressionado o presidente a reconhecer formalmente a vitória de Lula e advertido que usarão instrumentos de fiscalização para apurar qualquer envolvimento indevido dos EUA, desenvolvimento que pode tensionar as relações bilaterais, mesmo com a maioria dos países já tendo reconhecido Lula e o Brasil avaliando respostas diplomáticas.