Trump diz que CEO do Google recusou pedido para renomear Oceano Atlântico
O episódio mostra limites práticos de ordens federais dos EUA sobre águas internacionais e o papel de empresas de mapas ao lidar com nomes conflitantes
O ex-presidente Donald Trump disse a apoiadores numa manifestação na quarta-feira que ligou para o CEO do Google, Sundar Pichai, pedindo que o Oceano Atlântico fosse renomeado, e citou Pichai respondendo “No, no, no.”
O Google não confirmou de forma independente a ligação e não respondeu imediatamente a pedidos de comentário da imprensa.
Plataformas privadas de mapas atualizam rótulos com base em fontes oficiais dos EUA, como o Geographic Names Information System, que permitiu que o Google mostrasse a usuários nos EUA renomeações federais anteriores feitas por Trump para o Golfo do México e o Lago Ontário.
Essas renomeações anteriores provocaram repercussões diplomáticas do México e do Canadá e obrigaram empresas de mapeamento a avaliar riscos legais, comerciais e reputacionais ao exibir nomes específicos de cada país.
O episódio ressalta um limite prático à renomeação unilateral pelos EUA: ordens federais podem alterar o uso dentro do país, mas não conseguem forçar reconhecimento internacional. Grandes empresas de mapas enfrentam agora a escolha sobre como aplicar nomes conflitantes para usuários mundo afora.