Três instituições financeiras da Coreia do Sul confirmam vazamento de dados em outubro
Fiscalizadores fizeram inspeções e acionaram correções urgentes após ligações entre as invasões e falhas no PHP
A corretora Daishin Securities confirmou acesso não autorizado que expôs dados pessoais e financeiros de cerca de 38.490 clientes, incluindo nomes, e‑mails, endereços residenciais, nomes de bancos e números de conta.
A exchange de criptomoedas Bithumb informou que um invasor entrou em um sistema móvel interno usado por funcionários (groupware). A empresa disse que sua plataforma de negociação estava fisicamente separada do sistema afetado, que continua investigando se registros de clientes foram obtidos; o incidente foi reportado à KISA (Agência de Internet e Segurança da Coreia) e à PIPC (Comissão de Proteção de Informações Pessoais).
A gestora Mirae Asset Global Investments relatou bloqueio de acessos anormais em alguns sistemas web e afirmou que uma revisão preliminar não encontrou evidência de que dados de investidores ou informações pessoais sensíveis tenham sido comprometidos.
O Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul (Financial Supervisory Service) enviou inspetores ao local para revisar os incidentes. O Ministério da Ciência, em conjunto com a KISA, ordenou verificações urgentes e aplicação de patches de segurança do PHP depois que pesquisas ligaram os ataques de outubro a vulnerabilidades no PHP.
Os vazamentos fazem parte de uma onda maior em outubro que atingiu pelo menos 16 instituições financeiras e cerca de 100.000 registros, segundo estimativas. Isso eleva, no curto prazo, o risco de golpes por telefone e mensagens usando dados vazados e aciona deveres legais de notificação e medidas de proteção aos clientes.