Telescópio Swift, da NASA, deve entrar descontrolado na atmosfera em novembro

Queda ocorre após tentativa comercial de resgate fracassada; destroços pequenos e densos — cerca de 100 kg no total — podem atingir qualquer ponto de uma faixa próxima ao equador.

Hoje, 07:45

Em 3 de novembro, a NASA e a empresa Katalyst concluíram que a missão de resgate LINK não conseguiu capturar nem reativar o observatório Swift. A sonda foi desligada e rastreadores dos Estados Unidos preveem uma reentrada atmosférica descontrolada no início de novembro.

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A maior parte da espaçonave, que pesa cerca de 1,5 tonelada, deve se desintegrar ao reentrar. Especialistas estimam, no entanto, que cerca de 10% da massa — na ordem de 100 quilos — constituída por peças densas como rodas de reação, espelhos ou componentes de tungstênio, pode sobreviver ao aquecimento e atingir a superfície.

Se sobrar algum destroço, ele pode cair em qualquer ponto dentro de uma faixa que vai aproximadamente de 21 graus de latitude norte a 21 graus sul do equador. Essa banda cruza majoritariamente oceanos, mas também áreas povoadas da África, Austrália, Índia, Sudeste Asiático e da América Central e do Sul.

Autoridades e analistas dizem que a probabilidade de ferimentos a uma pessoa é extremamente baixa. Ainda assim, o episódio expõe lacunas no planejamento de reentradas descontroladas e os riscos técnicos de operações comerciais rápidas de serviços em órbita.

O Swift deixa um legado científico duradouro: quase 22 anos de observações em múltiplos comprimentos de onda que contribuíram para cerca de 7.000 artigos científicos. Seu arquivo de dados continuará disponível e deverá alimentar pesquisas mesmo depois que a espaçonave não existir mais.

Resumo produzido a partir de 10 fontes · Powered by Anchooor
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