Telescópio Roman tem combustível para pelo menos 22 anos, diz NASA
Correção de trajetória em 31 de agosto consumiu só ~18 kg de propulsor em vez dos ~200 kg previstos, criando margem para missões estendidas e testes tecnológicos.
O telescópio Roman foi lançado em 30 de agosto. A primeira correção de meio curso, em 31 de agosto, usou cerca de 18 kg de propulsor — ante aproximadamente 200 kg que haviam sido orçados — uma execução que a NASA descreveu como mais de 99% precisa.
Com a economia obtida naquele ajuste e com combustível extra colocado antes do lançamento, a agência agora estima que o Roman carrega propulsor suficiente para, pelo menos, 22 anos de ciência em potencial. A NASA ressalta que esse número é um horizonte baseado no combustível, não um tempo de missão garantido.
Os engenheiros já ligaram o Wide Field Instrument e registraram fótons iniciais nos testes. O Coronagraph Instrument completou verificações iniciais e entrou em uma fase de descontaminação e calibração de cerca de 30 dias.
As equipes preveem uma segunda correção de meio curso bem menor, a inserção final em órbita do Sol–Terra L2 em cerca de 100 dias, em torno de 100 dias de comissionamento após a chegada e as primeiras imagens públicas de qualidade científica no início de 2027.
A duração real da missão dependerá da saúde dos equipamentos, de consumíveis além do combustível e de financiamento. Ainda assim, o combustível extra pode permitir pesquisas infravermelhas de campo amplo por mais tempo, observações repetidas ao longo de décadas e a ampliação dos testes de coronógrafo para exoplanetas.