Cientistas implantam tecido cortical humano em cérebros de camundongos

Implante cresceu e formou conexões no sistema nervoso dos animais, mas mostrou limites técnicos e exige cautela ética antes de avançar.

Hoje, 04:28

Uma equipe liderada por pesquisadores de Stanford relatou em 16 de setembro de 2026, na revista Nature, que implantou organoides corticais humanos cultivados em laboratório em camundongos geneticamente modificados para perder grande parte do córtex e do hipocampo.

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Os cientistas criaram espaço no cérebro dos filhotes por meio de uma deleção genética e, em seguida, inseriram organoides corticais humanos tridimensionais. Esses enxertos se expandiram e ocuparam boa parte da região cortical ausente.

O tecido humano implantado produziu vários tipos celulares corticais humanos, incluindo neurônios raros chamados von Economo, estabeleceu conexões de longo alcance com o sistema nervoso dos camundongos e conferiu aos animais melhorias intermediárias em alguns testes de memória e motricidade, em comparação com camundongos sem córtex e com camundongos normais.

O modelo tem limitações claras: o tecido humano permaneceu estruturalmente desorganizado, amadureceu de forma lenta, precisou de cuidados especiais e de hospedeiros imunocomprometidos para sobreviver, e mostrou alta sensibilidade a lesões por baixo oxigênio que prejudicaram as células humanas mas não o tecido cerebral normal dos camundongos.

Os autores e especialistas externos em ética ressaltam a necessidade de supervisão estrita, aconselham cautela para não repetir o procedimento em primatas e apontam que os próximos passos incluem estudos anatômicos e funcionais detalhados para avaliar o valor científico e as salvaguardas éticas antes de um uso mais amplo.

Resumo produzido a partir de 11 fontes · Powered by Anchooor
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