STF vota terça sobre abertura de investigação contra Alexandre de Moraes
Relatório pericial da Polícia Federal que liga mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a número atribuído a Moraes levanta dúvidas sobre tratativa das provas e pode influenciar as últimas semanas da campanha presidencial.
Edson Fachin marcou sessão plenária para terça-feira, 15 de setembro, para decidir se o Supremo Tribunal Federal deve abrir investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes, depois que um relatório pericial da Polícia Federal identificou mensagens de Daniel Vorcaro direcionadas a um número atribuído a Moraes.
Nos dias que antecederam a sessão, André Mendonça retirou o segredo de vários autos relacionados ao caso Dark Horse e a Polícia Federal forneceu extratos completos do celular de Vorcaro a vários ministros, incluindo Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, para que pudessem examinar o material bruto.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF a anulação do relatório da PF, alegando que Mendonça excedeu suas atribuições ao determinar investigação de um colega ministro sem autorização plenária, criando uma disputa jurídica central sobre procedimento e sigilo.
Uma pesquisa divulgada no mesmo dia (Quaest) mostra Lula ainda liderando simulações de primeiro turno, mas com Flávio Bolsonaro reduzindo a distância e melhorando em alguns cenários de segundo turno — mudança que campanhas vinculam à crise em curso e a preocupações dos eleitores com a economia.
A cobertura e a reação política dividiram-se por linhas partidárias: vozes de direita acusam Fachin de proteger Moraes, vozes de esquerda dizem que Mendonça agiu para favorecer Flávio Bolsonaro, e comentaristas jurídicos advertiram que o resultado da sessão pode afetar a confiança pública no tribunal e provocar pedidos por regras éticas mais claras.