Senado inicia votação em regime de urgência da PEC da Segurança Pública

Proposta incluiria o SUSP na Constituição, determinaria repasse de 50% de fundos federais de segurança aos estados e permitiria reorganização federal da administração de segurança, inclusive eventual criação de ministério

Hoje, 15:55

O plenário do Senado iniciou na quinta-feira o debate e a votação da PEC em um calendário especial que reduz prazos regimentais, para que a medida seja decidida em duas votações consecutivas sem os intervalos habituais.

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Uma emenda constitucional precisa de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada uma das duas votações para ser aprovada, e quaisquer alterações feitas pelo Senado devolveriam o texto à Câmara dos Deputados antes da promulgação final.

O relator na CCJ, senador Rogério Carvalho, manteve a redação da Câmara dos Deputados e enviou ao plenário um texto que colocaria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição e fixaria regras para operações conjuntas e troca de informações entre União e estados.

O texto prevê que 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sejam transferidos aos estados e ao Distrito Federal, protegendo esses recursos de bloqueios ou realocações rotineiras, ao mesmo tempo em que amplia atribuições da PRF, fortalece as polícias penais e permite a expropriação de bens ligados ao crime sem indenização.

Se a PEC for aprovada, o governo federal poderá reorganizar a administração da segurança, e o presidente Lula disse que pretende criar um Ministério da Segurança Pública após a aprovação — medida que deslocaria fluxos de financiamento e provavelmente provocaria contestações jurídicas e políticas sobre regras de penas e expropriação.

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