Sam Altman diz que tratar IA como autoridade religiosa é risco à segurança
Post do CEO da OpenAI critica tendência de atribuir força religiosa a modelos e aprofunda disputa com a Anthropic sobre como orientar comportamentos morais em IA
Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou em 3 de outubro de 2026 que se sente “muito desconfortável” com pessoas que conferem força religiosa a modelos de inteligência artificial e descreveu essa tendência como um problema real de segurança.
Reportagens mostram que a Anthropic reuniu conselheiros religiosos e filosóficos e elaborou um documento interno de 84 páginas, apelidado de “Soul Doc”, para orientar o comportamento moral de seu modelo Claude.
Vozes influentes reagiram contrárias à ideia de elevar os modelos a um status moral ou de consciência, entre elas o pesquisador do Google DeepMind Jon Barron e o Papa Léo XIV.
O post de Altman foi amplamente interpretado como uma crítica velada à Anthropic e consolidou uma rivalidade estratégica sobre filosofia de segurança em IA. A Anthropic não fez um pronunciamento público rebatendo essas caracterizações.
A disputa ocorre depois de uma série de incidentes de perda de controle, demissões de destaque na área de segurança e revelações da Anthropic sobre usos indevidos. Especialistas dizem que o conflito pode influenciar escolhas de clientes, aumentar o escrutínio regulatório e afetar a confiança de investidores.