Ryanair vê lucro cair 15% e diz que conta de combustível pode subir €2 bilhões
Coberturas limitadas para 2027 deixam parte dos custos exposta; empresa não dá guidance e estuda congelar salários e usar mais IA.
A Ryanair informou na segunda-feira, 2 de novembro de 2026, que o lucro após impostos nos seis meses até 30 de setembro caiu 15%, para €2,15 bilhões. A receita subiu cerca de 3%, para €10,08 bilhões, e o número de passageiros cresceu 6%, para 125,8 milhões.
A companhia afirmou que os preços futuros atuais de combustível acrescentariam aproximadamente €2 bilhões à sua conta de combustível no ano financeiro até março de 2028 e advertiu que o aumento do preço do querosene deve provocar elevações significativas nas tarifas de curta distância em 2027.
A Ryanair tem 80% da demanda de combustível protegida (hedged) até março de 2027 a cerca de US$67 por barril, mas só cerca de 25% do período seguinte de 12 meses coberto a aproximadamente US$95 por barril, o que deixa grande parte das necessidades de 2027–28 exposta às oscilações de mercado.
Para proteger margens, o grupo está revendo custos e considera medidas que incluem congelamento temporário de salários, redução das proporções de tripulação de cabine e maior uso de inteligência artificial em operações e atividades administrativas.
A empresa não forneceu uma orientação firme para o ano fiscal, dizendo que o resultado continua altamente sensível a nova escalada de conflitos, variações do preço do combustível, choques macroeconômicos e interrupções no controle de tráfego aéreo. A pressão nos custos pode levar a cortes adicionais de capacidade e a processos de consolidação na Europa.