Rússia lançou cerca de 3.500 drones a jato em setembro, diz Ucrânia
Velocidade e menor taxa de intercepção forçam Kiev a acelerar defesas e produção doméstica de interceptadores
A Força Aérea da Ucrânia afirma que a Rússia empregou cerca de 3.500 drones de ataque movidos a jato em setembro, um salto em relação a poucas centenas em junho que alterou o ritmo dos ataques a cidades como Kiev.
Autoridades ucranianas relatam que os drones a jato alcançam velocidades observadas de aproximadamente 600 km/h e podem chegar a 800–900 km/h no futuro, aproximando seu perfil de voo ao de pequenos mísseis de cruzeiro e tornando detecção e intercepção mais difíceis.
O presidente Volodymyr Zelensky e líderes da Força Aérea estimam a atual taxa de intercepção desses drones em cerca de 57%, bem abaixo dos 85–90% de sucesso contra os modelos antigos com hélice. No curto prazo, a Ucrânia tem contado mais com caças tripulados para abater os alvos.
Cerca de 20 fabricantes domésticos trabalham com a Força Aérea em drones interceptadores e simuladores de treinamento; 14 empresas já fizeram voos de teste com protótipos, alguns com resultados promissores. No entanto, entregas em escala não são esperadas antes do fim de novembro.
Analistas alertam que os drones a jato abatidos contêm componentes estrangeiros e que a produção russa pode estar migrando para circuitos mais ocultos, o que ampliaria riscos de proliferação e dificultaria respostas de controle de exportações e ações diplomáticas por parte dos parceiros da Ucrânia.